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"Acredito que viver a vida é aproveitar todos os momentos e transforma-los em experiência e sabedoria."

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sexta-feira, junho 22, 2012

   

         




Todos os dias ele tinha a impressão de que seus sonhos tinham algum fundamento,
pois sempre se deparava com a mesma imagem,só que não conseguia visualizar ao certo o
lugar e nem a pessoa que o abraçava,uma criança de voz doce e suave,mais sempre que acordava tinha a sensação de frio e aperto no peito,como se faltasse o ar.Não tinha filhos,era um homem adotado por uma mulher extremamente doce e generosa que lhe deu todo  seu  amor, o que supriria toda e qualquer  possibilidade de trauma.Por isso nunca perguntou sobre seu passado. 

      Tinha a concepção de que não tinha nada há ver com religião e nem acreditava que o fato de ter constantemente o mesmo sonho e as mesmas sensações,sensações essas que ficavam marcadas em seu corpo e refletiam em seu cotidiano e pertubavam sua alma aflita tinham algum fundamento real.Muitas experiências desse tipo não tem uma repercussão de conseqüências infundadas.Geralmente elas caem no esquecimento porém,os resíduos são imperceptíveis.

      Procurava não compartilhar suas impressões com ninguém.Sempre fora uma pessoa de sentimentos reservados,quando criança,tinha uma timidez digna de um eremita.Sua voz era branda e de emoções contidas.Seu isolamento muitas vezes fora subentendido como complexo de uma reação a sua vida intrauterina.Uma reação a sua “vida” anterior.Percebia que os cuidados eram levados muitas vezes a uma certa inconstância de sua mãe,o que gerava ainda mais profundamente uma dualidade de atitudes e sentimentos.Mas ele guardava pra si e somente ele tentava em sua alma solitária desvendar esse mistério.

      Certa vez,já na adolescência,onde se deparou com a cobrança excessiva de seus colegas em o afrontar ao interroga-lo a respeito de sua origem biológica e o porque de sua falta de interesse em saber de seu passado,se não havia sentimentos de complexo e nem dúvida,porque simplesmente não enfrentava seu passado.Ao tentar expor seus argumentos,se deparou com o lado mais cruel do ser humano e seus preconceitos e seus falsos moralismos e desandou a chorar,lágrimas estas que refletiam o quanto estava em fuga dentro de si mesmo. Se sentia fraco,derrotado e  acreditando naquilo que tentavam inferir a ele.

      Ele,demorou,mas chegou a conclusão de que precisava colocar pra fora seu demônios,mesmo não acreditando serem reais.Precisaria de uma boa dose de convicção,o que era extremamente contraditório pra ele.Mas só ele tinha a verdade e as reais provas que já estava se deparando com seu martírio pessoas há tempos.Não queria esquecer-se de algo que transpôs o tempo,suas convicções e seus desejos mais profundos.E foi tratar de sonhar novamente,mas dessa vez procurou saber exatamente o que estava sonhando,para que seus sonhos não virassem pesadelos.











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